Em setembro de 2006, a cidade de Parintins, situada em uma ilha a cerca
de 325 Km de Manaus, ganhou seu primeiro núcleo de Telemedicina. No mês de
outubro do mesmo ano, foi inaugurado em Manaus o Centro de Tecnologia Prof.
Dr. György Miklós Böhm, na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). As duas
instalações receberam modernos equipamentos e infra-estrutura de
telecomunicação. Ambas utilizam sistemas baseados na Internet, desenvolvidos
no Centro de Inovação e Pesquisa em Soluções de Telessaúde (CIPS - Telemed),
da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, para
discussão de casos clínicos, educação médica continuada, ensino de
estudantes universitários e orientação das comunidades sobre saúde e
qualidade de vida. Tudo sem necessidade de deslocamento físico, condição
essencial para a democratização da saúde na Amazônia, onde o acesso à
maioria dos municípios somente é possível de barco ou avião.
A expansão do Pólo de Telemedicina da Amazônia ocorreu graças ao Projeto
Estação Digital Médica – Estratégia de Implementação e Ampliação da
Telemedicina no Brasil, que somou forças com os projetos do Ministério da
Saúde, Conselho Federal de Medicina e a iniciativa privada para consolidar
as atividades de teleducação interativa e teleassistência na região.
Pertencente ao programa Institutos do Milênio, do Ministério de Ciência e
Tecnologia, o projeto reúne oito instituições, coordenadas pela Faculdade de
Medicina da USP.
Agora, médicos e equipes de saúde da família que trabalham em Parintins
podem usar a estrutura do núcleo de Telemedicina para comunicar-se com
especialistas de Manaus, São Paulo ou de qualquer outro local do Brasil e do
mundo. Esses profissionais poderão obter uma segunda opinião sobre os casos
clínicos de seus pacientes, o que antes era inviável, a não ser por meio de
longas viagens. “Este apoio é fundamental, pois tira do isolamento os
médicos e a população de Parintins”, afirma o Prof. Dr. Cleinaldo Costa,
coordenador do Pólo de Telemedicina da Amazônia. “Além de agilizar o
diagnóstico e tratamento de doenças, a Telemedicina garante ao profissional
de saúde segurança e aperfeiçoamento durante seu trabalho, uma vez que ele
também aprende com a orientação do especialista”, completa o Prof. Dr. Pedro
Elias de Souza, também coordenador do Pólo de Telemedicina da Amazônia.
Coordenadores:
Prof. Dr. Cleinaldo Almeida de Costa
Prof. Dr. Pedro Elias de Souza